
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A NOVA VIDA
Era o despertar de um novo dia. A agitação cedo começava naquela casa, pois era hora de sair para a escola e outros para o trabalho. Lá estava Sara em meio à aquilo tudo para iniciar uma nova etapa de sua vida. Saira de perto de sua familia para morar com seus primos e tios em outra cidade distante. Ali iria estudar, conhecer novos amiguinhos e novos costumes. A saudade era grande, pois tudo era diferente, e a noite ao deitar, chorava baixinho, desejando está pertinho de sua mãe e seu irmãozinho. Mas existia alguém muito especial naquele meio, que gostava muito de Sara e um pouco mais velha do que ela, era sua tia, a irmã mais nova de seu papai, que estava sempre por perto tentando acalenta-la. Mas a saudade era grande e Sara sofria essa ausência.O ano letivo começara e ela iria estudar num grande colégio religioso. Rápido tornou-se uma aluna aplicada, tirava boas notas e tinha muito cuidado com seu material escolar, pois sabia o quanto era difícil para sua mãe enviar dinheiro. Era um mundo novo para Sara. Além do estudo fazia catequese, pois tinha que se preparar para fazer a primeira comunhão. E nas férias de Julho e Dezembro sempre ia visitar sua familia, seus amiguinhos e a cidade onde crescera.
Passado as férias, voltava novamente e começava a contar os dias, que passavam devagar para aquela menina, pois a falta da mãe era muito grande, mas ficava feliz toda vez que lembrava, que ela vinha para sua primeira comunhão, pois iria fazer seu vestidinho. Sara contava os dias para que pudesse ver sua mama e seu irmãozinho.
domingo, 17 de maio de 2009
A PACIÊNCIA

A paciência é uma qualidade fugaz. Queremos o que queremos quando queremos. Felizmente, nossas vontades só são realizadas no momento certo. Mas a espera nos dá a impressão de que nossas preces não foram ouvidas. Precisamos acreditar que a resposta virá na hora certa. Já pensou como nossas vidas seriam diferentes hoje se os pedidos de semanas, meses, anos atrás tivessem sido atendidos na mesma hora? Cada um de nós percorre um caminho único, com lições especiais. Assim como um bebê precisa engatinhar antes de andar, nós temos de ir devagar, dando os passos certos rumo ao crescimento. A frustração só existe porque nosso relógio funciona num tempo diferente do de Deus. Mas podemos ter certeza de que nossas preces serão atendidas algum dia, em algum lugar, e para o nosso bem.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
A VIDA CONTINUA...

Os dias eram tristes na vida daquela família... um ente muito querido tinha partido ao encontro do Pai, mas a vida precisava continuar, tinha que continuar!
Sara sentia a falta do pai, porém as brincadeiras com as amiguinhas e com o irmãozinho, acabavam por preeencher os tempos livres daquela criança.
A rotina de Sara agora era diferente. Durante todo o dia até ao entardecer, Sara, sua mãe e seu irmãozinho ficavam em casa, onde moravam com seu papai, pois tinham um pequeno comércio, e à noite dormiam na casa da vovó, pois agora a familia tornava-se mais frágil por não ter a presença paterna em casa.
Todas as manhãs, muito cedinho, Sara saia com sua mãe e seu irmão mais novo a caminho de casa. Aquele percurso era uma diversão para as crianças, pois saiam catando sementes que encontravam nos caminhos, corriam pela areia branquinha até chegarem em casa. Os vizinhos e amigos olhavam aquela família com sentimentos de tristeza pela perda dolorosa de um bom homem, um pai de familia. Mas Sara e seu irmãozinho só queriam brincar e brincar.
Alguns anos se passaram. A mãe da Sara agora era pai e mãe de seus filhos, crianças que precisavam ser educadas para o mundo. A vida tornou-se muito árdua e difícil, mas a familia estava sempre unida e presente para tudo, e em todos os momentos. O pequeno comércio foi-se acabando aos poucos e a mãe de Sara valia-se da costura para ajudar no orçamento da casa. Os fregueses às vezes pagavam e outras vezes não, e essas atitudes não ajudavam muito a familia.
Sara sentia a falta do pai, porém as brincadeiras com as amiguinhas e com o irmãozinho, acabavam por preeencher os tempos livres daquela criança.
A rotina de Sara agora era diferente. Durante todo o dia até ao entardecer, Sara, sua mãe e seu irmãozinho ficavam em casa, onde moravam com seu papai, pois tinham um pequeno comércio, e à noite dormiam na casa da vovó, pois agora a familia tornava-se mais frágil por não ter a presença paterna em casa.
Todas as manhãs, muito cedinho, Sara saia com sua mãe e seu irmão mais novo a caminho de casa. Aquele percurso era uma diversão para as crianças, pois saiam catando sementes que encontravam nos caminhos, corriam pela areia branquinha até chegarem em casa. Os vizinhos e amigos olhavam aquela família com sentimentos de tristeza pela perda dolorosa de um bom homem, um pai de familia. Mas Sara e seu irmãozinho só queriam brincar e brincar.
Alguns anos se passaram. A mãe da Sara agora era pai e mãe de seus filhos, crianças que precisavam ser educadas para o mundo. A vida tornou-se muito árdua e difícil, mas a familia estava sempre unida e presente para tudo, e em todos os momentos. O pequeno comércio foi-se acabando aos poucos e a mãe de Sara valia-se da costura para ajudar no orçamento da casa. Os fregueses às vezes pagavam e outras vezes não, e essas atitudes não ajudavam muito a familia.
Sara começou seus estudos na casa de uma senhora chamada Maria do Carmo. Era sua professora e de outras poucas crianças. Ali aprendeu as primeiras letrinhas e números. Mais tarde, já alfabetizada, entra numa escola e ali também aprende a somar mais amiguinhos, com quem partilharia parte de sua infância. Ali fez até a 2ª série escolar.
A cidade onde morava não oferecia muitas oportunidades. Tudo era muito precário, e principalmente no que dizia respeito à saúde de um modo geral. Isso foi uma das causas que fizeram com que a Sara deixasse sua casa, seus amiguinhos, sua familia, para ir morar numa outra cidade, com seus tios que também eram seus padrinhos. Outra cidade, outro Estado... outra vida.
A HISTÓRIA DA DAMA E DO SONHADOR
Este vídeo retrata um cadinho da nossa história...
Dois corações unidos numa dança de alegria e de paixão...
Dois corações perdidos que se encontraram ao cair de uma ilusão...
Dois corações despidos de dor e solidão...
terça-feira, 28 de abril de 2009
RASGOS DE MEMÓRIA ( Entardecer)

Era um dia como outros tantos na vida daquele povoado, onde morava aquela pequena criança. Um povoado onde o dia começava assim como acabava, sempre com aquela brisa suave tocando a vida daquela gente simples e trabalhadora.
Sem entender a rotina daquela gente, Sara brincava envolta de seu mundo imaginário.
Sua casa era pequena, mas na simplicidade de uma vida, tinha tudo para a fazer sorrir e sentir-se feliz, ao lado de seus pais e um irmão bebê. Nessa casa tinha algo que ela adorava, um balanço construído por seu pai numa árvore (castanhola branca) também plantada por ele. O que mais Sara podia querer? Seis anos, um quintal com areia branquinha, por onde corria, flores espalhadas e junto à porta da cozinha, um balanço, um mano e aquela mãe carinhosa, que estava sempre pronta a proteger seus filhos. Ela também gostava de ver o Sr. José a cavar buracos no quintal, pois sempre apareciam cobrinhas inofensivas, que era motivo para mais brincadeiras. Lembrava-se bem da Srª Maria, esposa do sr. José, fazendo seus tapetes de trapos sempre com muito carinho. Eles eram amigos dos pais de Sara e tinham 4 filhos.
Ao cair da noite, Sara, aquela frágil menina, viu cair dos olhos da mãe, lágrimas de dor, de tristeza... algo estranho tinha acontecido. A mãe fechou sua casa e saiu na escuridão da noite com seu irmãozinho ao colo e Sara, a caminho da casa dos avós paternos. Lá chegando, muitos outros familiares choravam; o pai de Sara já não estava mais entre a familia. Mas ela nada entendia e brincava junto às outras crianças da viziança. Já cansada, Sara vai ao encontro da mãe. Esta por sua vez dá-lhe banho, comida e a deita na mercearia de sua avó, juntamente com seu mano, pois a noite seria longa para o resto da familia... estavam destroçados! Tinha sido uma perda dolorosa e difícil de aceitar, pela maneira trágica e inexplicável do acontecido.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
GAIVOTA SOLITÁRIA, O COMEÇO...

"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes pelas quais precisarás passar para atravessar o rio da vida- ninguém, excepto tu, só tu.
Existem por certo, atalhos sem-números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existem por certo, atalhos sem-números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.
Existe, no mundo, um ÚNICO caminho por onde só tu podes passar. Aonde leva? Não perguntes, segue-o..."
(Nietzsche)
A IMAGEM DO ESPELHO

Sara era uma menina que não sabia muito bem quem era. Muitas coisas aconteciam em sua vida e ela sempre se perguntava o por quê de algumas, sem nunca encontrar as respostas. Olhava-se no espelho e via duas pessoas, sendo que uma era o oposto da outra. A imagem do espelho era de alguém transformada pela vida, muito séria , carrancuda, trancada dentro de um mundo que criou, sobrecarregada de responsabilidades, tristezas e muita carência. Mas no instante seguinte reflectia aquela que realmente era, cheia de alegria, beleza, sonhadora, carinhosa, humana e cheia de amor no coração. Sentia necessidade de ser esta segunda pessoa, mas não alcançava o ponto. Alguém ou alguma coisa a impedia. Por isso, não conseguia ser feliz. O por quê disso tudo sempre vinha a sua mente, com perguntas que nunca tinham respostas... tudo era complicado de entender...
O tempo passava e as tristezas dentro dela cresciam a cada minuto. Acontecimentos que marcavam-lhe a vida de forma dura e cruel. Muitas lágrimas derramadas no seu rosto e no seu coração. Nascia assim a GAIVOTA SOLITÁRIA.
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